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CHOSEN - O ELEITO DO SENHOR

1 dezembro 2006


Título: CHOSEN - O ELEITO DO SENHOR (Mythos
Editora
) - Edição especial
Autores: Mark Millar (roteiro) e Peter Gross (arte).

Preço: R$ 24,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2006

Sinopse: Aos 12 anos, Jodie Christianson sobrevive depois de ser esmagado por um caminhão. E então começa a suspeitar que é Jesus Cristo redivivo - cuja missão é preparar o mundo para o Apocalipse.

Positivo/Negativo: Provavelmente, a Opus Dei e os demais radicais da Igreja Católica andam ocupados demais com O Código DaVinci. Ou, o que é mais provável, não consideram que as HQs tenham grande poder de destruição. Se Chosen fosse um filme, dificilmente passaria batido. Afinal, mexe com o ícone máximo da cristandade - nas palavras de Millar, "é como se fosse um Cristo para a linha Marvel Millennium".

Jodie é um adolescente normal - como consta que Jesus foi até seus 12 anos, quando pregou no templo. De repente, sobrevive a um grave acidente, descobre grandes poderes e, um tanto quanto levianamente, como qualquer adolescente faria, começa a replicar os milagres de Cristo. Ele transforma água em vinho, cura doentes, aprende a falar todas as línguas e parece ser onisciente; o que ajuda bastante nas provas orais da escola.

Millar, que é responsável por inúmeros best-sellers da Marvel Comics nos últimos anos, faz um roteiro tão traiçoeiro que é quase impossível não reler a obra logo depois do fim.

E Gross, pouco conhecido por aqui, revela-se o parceiro ideal para a obra. O veterano da linha Vertigo consegue criar um clima encantador ao evocar o traço que usou com Tim Hunter (protagonista de Livros da magia) - mais uma puxada de tapete que a série dá.

A obra saiu lá fora pelo Millarworld, um selo que Millar criou para agrupar suas próprias criações - incluindo Wanted - Procurado (já lançado aqui pela Mythos).

Publicada originalmente pela Dark Horse, a série em três partes sai aqui em sua versão encadernada, repleta de bônus: além das capas originais, há um papo enriquecedor entre Gross e Millar, uma divertida troca de e-mails do autor com seus editores, dois depoimentos de padres e um trecho do roteiro com rascunhos iniciais.

Sem dúvida, a Mythos acertou na edição. É mais um título memorável num ano repleto de grandes lançamentos.

 

Classificação:

4,0

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